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Brasil 20262º turno em
25 de outubro

Dá para virar?

Quem sai atrás no 1º turno vence o 2º em uma de cada três eleições na América Latina. Para presidente do Brasil, nunca aconteceu. Aqui estão os casos, as ferramentas de campanha e uma simulação para testar hipóteses.

01 / A pergunta

Quem sai atrás já virou?

Sim, e com frequência parecida em toda parte. A exceção é a eleição presidencial brasileira.

22 de 67

segundos turnos presidenciais na América Latina, de 1984 a 2026

35 de 120

disputas de governador no Brasil, de 1990 a 2022

0 de 7

segundos turnos presidenciais no Brasil, de 1989 a 2022

Incumbente que saiu atrás

Um presidente em exercício virou: Santos, na Colômbia de 2014, de 3,6 pontos atrás para 5,9 à frente. No Brasil, três governadores e um prefeito viraram desvantagens de 1,4 a 9,3 pontos. Bolsonaro, em 2022, encurtou de 5,2 para 1,8 e perdeu.

Candidato de esquerda que saiu atrás

Correa virou 4,0 pontos em 2006 e Boric, 2,1 em 2021. No Brasil, Olívio Dutra, Haddad e Evandro Leitão viraram entre 0,5 e 5,9 pontos. Em pelo menos oito das 22 viradas da região, quem liderava e perdeu vinha da esquerda.

Coalizão ampla que saiu atrás

É o caminho mais comum. A maior virada, de 18,8 pontos, foi de Kuczynski no Peru de 2016. Quase sempre a frente se formou contra o líder do 1º turno, e ela nunca transfere tudo: no Uruguai de 2019, os aliados somavam 51% e o candidato terminou com 48,9%.

O que isso diz sobre 25 de outubro

  • A conta: com o mesmo eleitorado, Lula precisa de 62% dos votos dos candidatos eliminados para chegar a 50%. Flávio Bolsonaro precisa de 38%.
  • A favor de uma virada: na região, 57% dos segundos turnos com diferença inferior a 6,7 pontos viraram. No Brasil, o 2º colocado ficou com 62% ou mais dos pontos redistribuídos em 2018 e em 2022.
  • Contra: só 17% dos líderes com mais de 36,6% no 1º turno perderam, e nenhum líder presidencial acima de 45,9% perdeu um 2º turno na região. Os dois casos mais parecidos de 2026, Cepeda na Colômbia e Sánchez no Peru, encurtaram a distância e perderam por menos de 1 ponto.

02 / Simule

Quanto cada alavanca move?

São 15.869 pontos no mapa, cada um valendo 10 mil eleitores. Escolha um cenário, mexa nas alavancas e rode os 21 dias de campanha.

Não é uma previsão. O número grande é a média calculada; o mapa mostra uma campanha possível, dia a dia: quem decide sozinho, quem é procurado e quem convence o vizinho. Quem se abstém não aparece.

Dia 0 de 21

  • Ainda sem candidato
  • Branco ou nulo
  • Conversa do dia
  • Mudou de voto

Alavancas da campanha

Quanto vale cada conversa
Linha de base: transferência e comparecimento
Incerteza

O que a simulação mostra na configuração de base

  • Três coisas têm escala para fechar a distância: a transferência dos eliminados, a retenção desigual das bases e um deslocamento nacional da opinião.
  • Conversa rende dezenas de votos por mil. Mesmo com o efeito do experimento francês, 10 milhões de conversas valem 0,6 milhão de votos, um quarto da distância.
  • Reter rende mais do que buscar ausentes. Cada ponto a menos de evasão do próprio eleitor vale 530 mil votos, e não há risco de trazer votos para o adversário.
  • O público certo muda o sinal da mobilização. Procurar ausentes lulistas rende 19 votos a cada mil conversas; entre independentes, perto de zero; na direita não bolsonarista, tira 16. Por perfil, rendem militantes de esquerda, dependentes do Estado e progressistas.
  • A onda não se alastra. Como no modelo Fire, o que decide é a densidade do combustível. Cada eleitor tem em média 1,3 vizinho que ainda pode ser levado a votar e 0,3 que ainda pode ser convencido. Mesmo com contágio máximo, cada mudança de voto gera menos de duas outras, e a campanha acaba antes de a onda crescer.
  • Mobilizar ausentes no terreno errado tira votos. O mesmo esforço rende no Nordeste de baixa escolaridade e custa no Sul de escolaridade alta.

03 / Casos

Onde isso já aconteceu?

Em 22 dos 67 segundos turnos presidenciais disputados na América Latina desde 1984, em pelo menos 14 disputas na Europa e nos Estados Unidos, e em dezenas de disputas estaduais e municipais brasileiras.

A contagem regional parte do levantamento do IDEA Internacional, com 20 viradas em 60 segundos turnos até novembro de 2023, atualizado com os sete seguintes. Parte dos percentuais antigos é citada de memória e vale conferir no órgão eleitoral antes de publicar.

As 22 viradas presidenciais na América Latina
Ano e paísQuem virou1º turno: virador × líder (%)2º turno (%)Distância no 1º turno → margem final (p.p.)Perfil de quem virou
1984 · EquadorFebres Cordero27,2 × 28,751,5 × 48,5−1,5 → +3,1Direita, oposição
1990 · PeruFujimori29,1 × 32,662,4 × 37,6−3,5 → +24,8Outsider com apoio de APRA e esquerda
1990–91 · GuatemalaSerrano24,1 × 25,768,1 × 31,9−1,6 → +36,2Direita, oposição
1996 · EquadorBucaram26,3 × 27,254,5 × 45,5−0,9 → +9,0Populista, oposição
1996 · Rep. DominicanaLeonel Fernández38,9 × 45,951,25 × 48,75−7,0 → +2,5Coalizão ampla (Frente Patriótico)
1998 · ColômbiaPastrana34,0 × 34,450,4 × 46,5−0,4 → +3,9Oposição conservadora
1999 · UruguaiBatlle32,8 × 40,154,1 × 45,9−7,3 → +8,3Governista, coalizão Colorado–Blanco
2006 · PeruAlan García24,3 × 30,652,6 × 47,4−6,3 → +5,2Centro-esquerda com voto anti-Humala
2006 · EquadorCorrea22,8 × 26,856,7 × 43,3−4,0 → +13,3Esquerda, oposição
2014 · ColômbiaSantos25,69 × 29,2550,95 × 45,00−3,6 → +5,9Presidente em exercício, coalizão ampla
2015 · ArgentinaMacri34,15 × 37,0851,3 × 48,6−2,9 → +2,7Coalizão de oposição (Cambiemos)
2016 · PeruKuczynski21,05 × 39,8650,12 × 49,88−18,8 → +0,2Frente antifujimorista, com a esquerda
2018 · Costa RicaCarlos Alvarado21,6 × 25,060,6 × 39,4−3,4 → +21,2Centro-esquerda governista, unidade nacional
2019 · GuatemalaGiammattei13,9 × 25,558,0 × 42,0−11,6 → +16,0Direita, oposição
2019 · UruguaiLacalle Pou28,6 × 39,048,9 × 47,4−10,4 → +1,5Coalizão de cinco partidos
2021 · EquadorLasso19,74 × 32,7252,36 × 47,64−13,0 → +4,7Direita, frente anticorreísta
2021 · ChileBoric25,83 × 27,9155,87 × 44,13−2,1 → +11,7Esquerda, ampliada ao centro
2022 · Costa RicaChaves16,8 × 27,352,8 × 47,2−10,5 → +5,7Outsider, oposição
2023 · GuatemalaArévalo15,5 × 21,160,9 × 39,1−5,6 → +21,8Centro-esquerda, oposição
2023 · EquadorDaniel Noboa23,47 × 33,6151,83 × 48,17−10,1 → +3,7Direita, oposição
2023 · ArgentinaMilei29,99 × 36,6955,65 × 44,35−6,7 → +11,3Outsider com apoio da centro-direita
2025 · ChileKast23,92 × 26,85≈58 × 42−2,9 → ≈+16Direita unificada, oposição
Quatorze viradas no resto do mundo

Fora da América Latina, as viradas seguem o mesmo roteiro: ou os votos dos eliminados vão em bloco para quem estava atrás, ou uma base volta às urnas mais do que a outra.

Ano e paísQuem virou1º turno: virador × líder (%)2º turno (%)Distância no 1º turno → margem final (p.p.)Perfil de quem virou
1974 · FrançaGiscard d'Estaing32,6 × 43,250,8 × 49,2−10,6 → +1,6Centro-direita unificada contra a esquerda
1981 · FrançaMitterrand25,9 × 28,351,8 × 48,2−2,5 → +3,5Esquerda, com apoio comunista; a direita não se uniu
1986 · PortugalMário Soares25,4 × 46,351,2 × 48,8−20,9 → +2,4Centro-esquerda, com o voto comunista
1992 · Geórgia (EUA), SenadoCoverdell47,7 × 49,250,6 × 49,4−1,6 → +1,3Oposição; o comparecimento caiu quase pela metade
1995 · FrançaChirac20,8 × 23,352,6 × 47,4−2,5 → +5,3Direita reunificada
1996 · RomêniaConstantinescu28,2 × 32,354,4 × 45,6−4,0 → +8,8Oposição unida contra o presidente
2004 · RomêniaBăsescu33,9 × 40,951,2 × 48,8−7,0 → +2,5Oposição de centro-direita
2014 · RomêniaIohannis30,4 × 40,454,4 × 45,6−10,1 → +8,9Centro-direita, com a diáspora e os jovens
2015 · CroáciaGrabar-Kitarović37,2 × 38,550,7 × 49,3−1,2 → +1,5Oposição conservadora contra o presidente
2016 · ÁustriaVan der Bellen21,3 × 35,153,8 × 46,2−13,7 → +7,6Frente ampla contra a extrema direita; 2º turno repetido em dezembro
2021 · Geórgia (EUA), SenadoOssoff47,9 × 49,750,6 × 49,4−1,8 → +1,2Oposição; a base do líder voltou menos às urnas
2024 · EslováquiaPellegrini37,0 × 42,553,1 × 46,9−5,5 → +6,2Governista, com os votos nacionalistas
2025 · RomêniaNicușor Dan20,99 × 40,9653,60 × 46,40−20,0 → +7,2Independente pró-Europa, frente contra a extrema direita
2025 · PolôniaNawrocki29,54 × 31,3650,89 × 49,11−1,8 → +1,8Direita, com os votos da extrema direita eliminada
  • Polônia 2025 é o caso mais parecido em tamanho: 1,8 ponto de distância, virada por 1,8. Só que ali quem estava atrás tinha a maior reserva de votos eliminados, 21% da extrema direita. No Brasil de 2026, essa reserva está mais perto do líder.
  • Romênia 2025 é o caso mais parecido em tática: sem reserva de votos afins, a virada veio de 11,5 pontos a mais de comparecimento. O voto é facultativo lá; no Brasil, a abstenção nunca variou mais de 3,4 pontos entre turnos.
  • Geórgia, nos EUA, virou duas vezes sem transferência: em 1992 e em 2021, a diferença foi quem deixou de voltar.

Resultados anteriores a 2024 foram citados de memória e valem conferência.

Dez vezes em que o líder segurou por pouco

Quem está atrás quase sempre encurta a distância. Em nove destes dez casos a margem final foi menor que a do 1º turno.

Ano e paísQuem estava atrás1º turno: atrás × líder (%)2º turno (%)Distância no 1º turno → margem final (p.p.)Perfil de quem estava atrás
2014 · El SalvadorQuijano39,0 × 48,949,89 × 50,11−9,9 → −0,2Direita, oposição
2014 · BrasilAécio Neves33,55 × 41,5948,36 × 51,64−8,0 → −3,3Centro-direita, oposição
2021 · PeruKeiko Fujimori13,41 × 18,9249,87 × 50,13−5,5 → −0,3Direita, frente anti-Castillo
2022 · ColômbiaRodolfo Hernández28,2 × 40,347,31 × 50,44−12,1 → −3,1Outsider com apoio da direita
2022 · BrasilBolsonaro43,20 × 48,4349,10 × 50,90−5,2 → −1,8Presidente em exercício
2024 · UruguaiDelgado26,8 × 43,945,9 × 49,8−17,1 → −3,9Governista, coalizão de cinco partidos
2025 · EquadorLuisa González44,0 × 44,244,4 × 55,6−0,2 → −11,2Esquerda, oposição
2025 · BolíviaQuiroga26,7 × 32,1≈45 × 55−5,4 → ≈−10Direita, oposição
2026 · PeruRoberto Sánchez12,03 × 17,1849,865 × 50,135−5,2 → −0,3Esquerda
2026 · ColômbiaIván Cepeda40,90 × 43,7448,70 × 49,66−2,8 → −1,0Esquerda governista
Brasil presidencial, de 1989 a 2026

Nenhum dos sete segundos turnos virou, mas o 2º colocado ganhou mais votos que o líder em seis deles.

Ano1º turno: líder × 2º (% válidos)2º turno (% válidos)Distância no 1º → no 2º turno (p.p.)Votos ganhos entre turnos: líder / 2º (milhões)Parcela dos pontos redistribuídos que ficou com o 2ºAbstenção no 1º → no 2º turno (%)
1989Collor 30,47 × Lula 17,1853,03 × 46,9713,3 → 6,1+14,5 / +19,557%11,9 → 14,4
2002Lula 46,44 × Serra 23,1961,27 × 38,7323,2 → 22,5+13,3 / +13,751%17,7 → 20,5
2006Lula 48,61 × Alckmin 41,6460,83 × 39,177,0 → 21,7+11,6 / −2,4negativa16,75 → 19,0
2010Dilma 46,91 × Serra 32,6156,05 × 43,9514,3 → 12,1+8,1 / +10,655%18,12 → 21,5
2014Dilma 41,59 × Aécio 33,5551,64 × 48,368,0 → 3,3+11,2 / +16,160%19,39 → 21,1
2018Bolsonaro 46,03 × Haddad 29,2855,13 × 44,8716,8 → 10,3+8,5 / +15,763%20,33 → 21,3
2022Lula 48,43 × Bolsonaro 43,2050,90 × 49,105,2 → 1,8+3,1 / +7,170%20,95 → 20,59
2026Flávio Bolsonaro 47,03 × Lula 45,1625 de outubro1,9 → ?precisa de 62%21,07 → ?
  • A maior recuperação foi de 7,2 pontos, em 1989; depois 6,5 em 2018, 4,7 em 2014 e 3,4 em 2022.
  • A abstenção subiu no 2º turno em seis das sete disputas. A exceção foi 2022.
  • Em 2006, Alckmin teve menos votos no 2º turno do que no 1º: o único caso em que o líder ampliou a distância.
Governadores e prefeitos que viraram no Brasil

Nos estados, 35 de 120 segundos turnos viraram entre 1990 e 2022. Em 2024, 12 de 51 cidades viraram, incluindo 5 das 15 capitais.

Ano e disputaQuem virou1º turno: virador × líder (%)2º turno (%)Distância no 1º turno → margem final (p.p.)Perfil de quem virou
1998 · SP governoMário Covas22,95 × 32,2155,37 × 44,63−9,3 → +10,7Governador em exercício, com apoio do PT no 2º turno
1998 · RS governoOlívio Dutra45,9 × 46,450,8 × 49,2−0,5 → +1,6Esquerda (PT), contra governador em exercício
2006 · PE governoEduardo Campos33,8 × 39,365,4 × 34,6−5,5 → +30,8Centro-esquerda, com apoio do PT no 2º turno
2006 · PA governoAna Júlia Carepa37,5 × 43,854,9 × 45,1−6,3 → +9,8Esquerda (PT)
2006 · MA governoJackson Lago34,4 × 47,251,8 × 48,2−12,8 → +3,6Frente ampla de oposição
2012 · São Paulo prefeituraFernando Haddad29,0 × 30,855,6 × 44,4−1,8 → +11,2Esquerda (PT)
2014 · PA governoSimão Jatene48,48 × 49,8851,92 × 48,08−1,4 → +3,8Governador em exercício, coligação de 15 partidos
2014 · PB governoRicardo Coutinho46,05 × 47,4452,61 × 47,39−1,4 → +5,2Governador em exercício, centro-esquerda
2022 · RS governoEduardo Leite26,81 × 37,5057,12 × 42,88−10,7 → +14,2Ex-governador, frente do centro à esquerda
2022 · PE governoRaquel Lyra20,58 × 23,9758,70 × 41,30−3,4 → +17,4Centro, oposição
2022 · MS governoEduardo Riedel25,16 × 26,7156,90 × 43,10−1,6 → +13,8Governista
2022 · SE governoFábio Mitidieri38,91 × 44,7051,70 × 48,30−5,8 → +3,4Governista, contra candidato do PT
2024 · Belo HorizonteFuad Noman26,54 × 34,3853,73 × 46,27−7,8 → +7,5Prefeito em exercício, frente ampla
2024 · FortalezaEvandro Leitão34,33 × 40,2050,38 × 49,62−5,9 → +0,8Esquerda (PT), governista no estado
2024 · GoiâniaSandro Mabel27,66 × 31,1455,53 × 44,47−3,5 → +11,1Centro-direita, governista no estado
2024 · Porto VelhoLéo Moraes25,65 × 44,5356,18 × 43,82−18,9 → +12,4Oposição
2024 · PalmasEduardo Siqueira Campos32,42 × 39,2253,03 × 46,97−6,8 → +6,1Oposição

Quatro líderes perderam mesmo tendo passado de 46% no 1º turno: Helder Barbalho (49,88%), Cássio Cunha Lima (47,44%), Roseana Sarney (47,2%) e Antônio Britto (46,4%).

Quando a virada acontece

  • Distância pequena: com diferença inferior a 6,7 pontos, 12 de 21 segundos turnos viraram. Acima disso, 8 de 39.
  • Líder fraco: quase metade das viradas ocorreu quando o líder teve menos de 30% no 1º turno.
  • Mais gente votando: o comparecimento médio cai de 70,3% para 68,6% entre os turnos, mas sobe na maioria das viradas.
  • Coalizão mais ampla: o IDEA aponta a capacidade de montá-la, e de apresentar o adversário como o mal maior, como o fator decisivo nos segundos turnos apertados.

04 / Ferramentas

O que as campanhas fizeram?

Quatro ferramentas se repetem nas viradas, na América Latina, na Europa e nos Estados Unidos: coalizão formal, reenquadramento da disputa, mobilização territorial e evento de última semana. Poucas têm efeito medido com rigor.

Estudos de caso em 11 países: o que cada campanha fez

As viradas presidenciais documentadas combinaram pelo menos duas ferramentas ao mesmo tempo, e nenhuma dependeu só de comunicação.

CasoFerramentaComo se manifestouEfeito observado
Colômbia 2014 · SantosReenquadramentoA paz com as FARC virou o eixo único do 2º turnoVoto em branco caiu de 6% para 4%
Colômbia 2014 · SantosCoalizãoApoios de Clara López, Peñalosa, Mockus e Gaviria; em Bogotá, os votos da esquerda decidiramTransferência de grande parte dos 3 milhões de votos da esquerda
Colômbia 2014 · SantosMáquina territorialEstrutura partidária da costa caribenha, parada no 1º turno, ativada no 2º19% mais votantes; comparecimento de 40% para 47,9%
Chile 2021 · BoricMobilização de rua"1 milhão de portas por Boric"; giro de ônibus da chefe de campanha por 25 comunas em 10 diasComparecimento de 47,3% para 55,6%; 28,2% dos votos finais vieram de quem não votou no 1º turno
Chile 2021 · BoricReenquadramentoGiro à moderação; peça de TV dirigida às mulheresVenceu regiões que perdera no 1º turno, como Antofagasta
Chile 2021 · BoricCoalizãoEstruturas da ex-Concertação; apoios de Lagos e Bachelet61% dos eleitores de Provoste declaravam voto em Boric
Peru 2016 · KuczynskiEventoReportagem sobre investigação da DEA contra o secretário-geral do partido de Keiko FujimoriSozinha, teve impacto baixo ou nulo na pesquisa Ipsos da semana
Peru 2016 · KuczynskiManifestaçãoMarcha "Keiko no va" em 31 de maio, com cerca de 70 mil pessoasDeu um ponto de convergência ao voto contra a líder
Peru 2016 · KuczynskiCoalizão tardiaApoio explícito de Verónika Mendoza (18,7% no 1º turno), em vídeo, na última semanaDe 21% para 50,1%, com 10% a 15% de indecisos na reta final
Uruguai 2019 · Lacalle PouCoalizão programática"Compromiso por el País", documento assinado por cinco partidosDe 28,6% para 48,9%, abaixo dos 51% que os aliados somavam
Uruguai 2019 · Frente AmplioVoto a votoNovo chefe de campanha e militância de base, com foco em quem não votou em nenhum dos doisPesquisa dava 5 pontos de desvantagem; terminou em 1,5, sem virar
França 2012 · HollandePorta a porta5 milhões de portas, conversas de 5 minutos, seções sorteadas+2,75 p.p. de votos no 2º turno nas seções visitadas; comparecimento inalterado
Brasil 2022Acesso no diaPasse livre para 48,7% dos eleitores no 2º turnoEfeito nulo no comparecimento; mobilidade 7,2% a 17,5% maior
Brasil 2022CoalizãoTebet e Ciro declararam apoio a LulaPesquisa dava a Lula 59% e 56% desses eleitores; no agregado, Bolsonaro ficou com 70% dos pontos redistribuídos
Polônia 2025 · NawrockiCoalizãoAssinou a declaração de oito pontos de Mentzen, terceiro colocado com 14,8%; o quarto, Braun, tinha 6,3%De 29,5% para 50,9%; comparecimento de 67,3% para 71,6%. Virou 1,8 ponto
Romênia 2025 · Nicușor DanMobilizaçãoDisputa reenquadrada como Europa contra isolamento; 660 mil votos a mais na diásporaComparecimento de 53,2% para 64,7%; de 21,0% para 53,6%
Romênia 2014 · IohannisMobilizaçãoFilas e seções insuficientes para a diáspora no 1º turno viraram indignação nas redesComparecimento de 53% para 64%; virou 10 pontos
Eslováquia 2024 · PellegriniReenquadramentoApresentou-se como o candidato da paz e buscou os 11,7% do nacionalista HarabinComparecimento de 52% para 61%; virou 5,5 pontos
França 2024 · legislativasCoordenaçãoMais de 200 candidatos em terceiro lugar desistiram para concentrar o voto contra o líderO bloco mais votado no 1º turno, com 33%, terminou em terceiro em cadeiras
Portugal 1986 · SoaresCoalizãoO Partido Comunista orientou o voto no adversário histórico para barrar a direitaDe 25,4% para 51,2%; virou 20,9 pontos
Geórgia (EUA) 2021 · OssoffRetenção desigual752 mil eleitores de novembro não voltaram; 228 mil novos votaramAs seções do líder perderam 310 mil votantes; as do desafiante, 220 mil. Virou 1,8 ponto
Geórgia (EUA) 1992 · CoverdellRetenção desigualSem a eleição presidencial na cédula, o comparecimento caiu quase pela metadeVirou 1,6 ponto sem transferência relevante de votos
  • Coalizão aparece em todos os casos, com rendimento muito desigual: decisiva no Peru, parcial no Uruguai, fraca no Brasil de 2022.
  • Mobilização rendeu onde o voto é facultativo. Colômbia e Chile ganharam 8 pontos de comparecimento; no Brasil, a abstenção nunca variou mais de 3,4 pontos entre turnos.
  • Evento isolado não bastou. No Peru, a denúncia só pesou junto com a marcha e o apoio da esquerda.
  • Onde não houve transferência, decidiu a retenção: na Geórgia, a base do líder voltou menos às urnas nas duas viradas.
  • O que não se transporta dos Estados Unidos: voto antecipado e pelo correio, registro de eleitores e a escala de gasto em TV.
Pesquisas brasileiras de 2025 e 2026: quem ainda está disponível

Duas classificações recentes da Quaest ajudam a localizar os votos em disputa. Elas entram na simulação como público das conversas.

Nove perfis de valores

Em Brasil no Espelho (2025), Felipe Nunes divide o país em nove segmentos a partir de quase 10 mil entrevistas em 340 municípios e 137 indicadores de crenças. Os dois maiores são os conservadores cristãos, evangélicos e católicos praticantes que valorizam ordem e hierarquia familiar, e os dependentes do Estado, das classes D e E, do Norte, do Nordeste e das periferias.

PerfilTamanhoCom quem esteve em 2022
Conservadores cristãos27%Bolsonaro
Dependentes do Estado23%Lula
Agro13%Bolsonaro
Progressistas11%Lula
Militantes de esquerda7%Lula
Empresários6%Bolsonaro
Liberais sociais5%Lula
Empreendedores individuais5%Divididos, com parte para Lula
Extrema direita3%Bolsonaro

Cinco identidades políticas

Nas pesquisas eleitorais, a Quaest pergunta em qual grupo o eleitor se encaixa. Os números são da rodada de 24 a 27 de setembro de 2026, salvo indicação.

IdentidadeTamanhoVoto no 1º turnoVoto no 2º turnoMedo maior
Lulistascerca de 20%———
Esquerda não lulistacerca de 13%75% Lula89% Lula86% temem mais a volta dos Bolsonaro
Independentescerca de 31%—Flávio 32% × Lula 28%, no início de setembro—
Direita não bolsonarista21%71% Flávio85% Flávio87% temem mais a reeleição de Lula
Bolsonaristas12%———
  • A direita fora do bolsonarismo é maior que o bolsonarismo: 21% contra 12%. Ela converte 85% para Flávio Bolsonaro no 2º turno.
  • O voto contra pesa nos dois lados: a esquerda não lulista vota para impedir a volta dos Bolsonaro; a direita não bolsonarista, para impedir a reeleição.
  • Os independentes são cerca de um terço e estão divididos: no começo de setembro, 32% a 28%, com quatro em cada dez sem escolha.
  • No agregado: a mesma rodada dava 42% a 42% no 2º turno, aprovação de 46% e desaprovação de 49%, e Flávio Bolsonaro como o mais rejeitado, com 56%.

Os tamanhos de lulistas, esquerda não lulista e independentes são aproximados: a Quaest publicou 21% e 12% para os dois grupos de direita. O livro dá o tamanho e a coalizão de cada perfil em 2022, sem percentuais de voto por perfil.

O que foi medido com rigor

Os efeitos medidos com método causal são pequenos e, em geral, lineares. A lista junta os estudos clássicos e os de 2023 a 2025, de vários países.

FerramentaEstudoEfeito medidoTipo de evidência
Conversa porta a porta, persuasãoPons (2018), França+3,24 p.p. de votos no 1º turno e +2,75 no 2º nas seções visitadas; um quarto da margem finalExperimento nacional
Contato de campanha, persuasãoKalla e Broockman (2018), EUAMelhor estimativa igual a zero em eleições geraisMeta-análise de 49 experimentos
Conversa porta a porta, comparecimentoNickerson (2008), EUA+9,8 p.p. entre os contatados numa primária; zero na presidencial francesaExperimentos
Contágio no domicílioNickerson (2008)60% do efeito passa para a outra pessoa da casaExperimento com placebo
Transporte gratuito no diaPereira e outros (2023), Brasil−0,03 p.p. de comparecimento, erro-padrão de 0,22Estudo de evento
Debates na TVLe Pennec e Pons (2023), 62 eleiçõesNenhum efeito na formação do voto; 17% a 29% decidem nos dois meses finaisPainéis de pesquisa
Terminar o 1º turno em primeiroGranzier, Pons e Tricaud (2023)+5,8 p.p. na probabilidade de vencer; pelo menos +1,3 p.p. de votosRegressão descontínua
Transferência dos eliminadosDatafolha, Brasil 202643% para Flávio Bolsonaro, 30% para Lula, 27% sem escolhaPesquisa de intenção
Comparecimento entre turnosIDEA, 60 segundos turnosMédia cai de 70,3% para 68,6%; sobe na maioria das viradasDescritiva
Mensagem em rede socialBond e outros (2012), EUA61 milhões de mensagens: 60 mil votos diretos e 280 mil por contágio entre amigos próximosExperimento
Mensagens entre amigosSchein e outros (2021), EUA+8,3 p.p. de comparecimento entre os contatados; mensagem em massa rende 0,5Experimento
Propaganda de TVSides, Vavreck e Warshaw (2022), EUAEfeito bem menor em eleições presidenciais do que nas demaisFronteiras de mercados de mídia
Anúncios digitaisAggarwal e outros (2023), EUACampanha de 8,9 milhões de dólares para 2 milhões de eleitores: nenhum efeito médio no comparecimento; +0,4 p.p. entre simpatizantes e −0,3 entre adversáriosExperimento
Informação sobre o candidato menos conhecidoBroockman e Kalla (2023), EUAMensagens sobre Biden moveram mais do que mensagens sobre Trump: o eleitor sabia menos sobre o desafianteExperimentos de pesquisa
Sair das redes sociaisAllcott e outros (2024), EUASeis semanas sem Facebook ou Instagram antes da eleição: nenhum efeito claro sobre voto ou polarizaçãoExperimento com 35 mil usuários
Fotos e vídeos no WhatsAppVentura e outros (2025), Brasil 2022Desligar a mídia reduziu a exposição a boatos, sem mudar crenças nem polarizaçãoExperimento
Diálogo com IALin e outros (2025), EUA, Canadá e PolôniaNo Canadá e na Polônia, cerca de 10 pontos entre eleitores do adversário logo após a conversa; nos EUA, menos. Cerca de um terço persistiuExperimentos
O que torna a IA persuasivaHackenburg e outros (2025), ScienceVolume de fatos e argumentos pesa mais do que personalização; os modelos mais persuasivos erraram maisExperimentos
  • Rende voto medido: conversa presencial, com teto perto de 3 votos a cada 100 eleitores das seções visitadas.
  • Não rendeu quando medido: passe livre, debates e contato de campanha genérico.
  • Joga contra quem está atrás: o simples fato de ter terminado em segundo.
  • Novidade de 2025: diálogos com IA moveram mais do que qualquer anúncio já medido, mas em laboratório, logo após a conversa, e com dois terços do efeito sumindo depois.
  • Táticas em rede são as únicas com contágio medido, sobre uma base minúscula: 340 mil votos em 61 milhões de mensagens.

Os estudos de 2023 a 2025 sem link foram resumidos de memória; confira antes de citar.

Onde um ganho puxa outro

Nenhum efeito exponencial foi medido de forma causal num 2º turno. Os casos mostram quatro mecanismos de retroalimentação.

MecanismoComo amplificaOnde apareceuO que se sabe do tamanho
Coordenação contra o líderEleitores sem candidato convergem juntos quando um apoio, uma marcha ou uma denúncia indicam para onde os outros vãoPeru 2016, Colômbia 2014Kuczynski ficou com 29 dos 39 pontos disponíveis
Contágio de comparecimentoQuem é mobilizado leva junto alguém da casaExperimento nos EUA; campanhas de porta do Chile e do Uruguai60% no primeiro elo, um multiplicador de 1,6
Placar como sinalQuem termina na frente atrai voto útil e adesão de quem quer votar no vencedorFrança e mais 19 paísesPelo menos 1,3 p.p. de votos a favor do primeiro colocado
Ativação de estrutura paradaRedes locais que não trabalharam no 1º turno entram todas de uma vezColômbia 2014, costa caribenha19% mais votantes, com voto facultativo
  • Exponencial, aqui, quer dizer limiar: a denúncia no Peru não moveu a pesquisa sozinha; somada à marcha e ao apoio da esquerda, coincidiu com uma virada de 18,8 pontos.
  • Um dos quatro mecanismos trabalha contra quem está atrás: o placar do 1º turno favorece o líder.
  • No Brasil o teto é mais baixo. O voto obrigatório limita o ganho de comparecimento, e em 2026 os eliminados somam 7,8% dos votos, contra 39% no Peru de 2016.

05 / Método

Dá para confiar na conta?

Nas ordens de grandeza, sim. No ponto exato, não: o que o modelo não explica pesa dez vezes mais do que qualquer hipótese explícita.

Como a simulação funciona

  • Agentes: 15.869, cada um representando cerca de 10 mil eleitores, com região, escolaridade e comportamento no 1º turno.
  • Duas decisões: comparecer e, comparecendo, escolher. Toda alavanca muda a probabilidade de uma delas.
  • Uma interação: quem recebe uma conversa de mobilização repassa parte do efeito aos vizinhos.
  • Perfis e identidades: cada agente recebe um dos nove perfis de Brasil no Espelho e uma das cinco identidades da Quaest. Os tamanhos nacionais batem com os publicados. Quem não escolheu ninguém no 1º turno ganha uma inclinação conforme a identidade, sem alterar a média da sua região e escolaridade.
  • No mapa: os mesmos agentes ganham um estado e uma posição. A cada dia, parte dos eleitores decide sozinha, as campanhas fazem as conversas do dia e quem mudou de voto na véspera tenta os seis vizinhos mais próximos.
  • Apuração: soma dos valores esperados de todos os agentes. A incerteza vem só dos parâmetros.

Como foi testada

  • Duas linhas de base que discordam: as pesquisas de transferência põem Lula 2,9 pontos atrás; o padrão dos sete segundos turnos brasileiros, 0,8. A base usa a média, 1,9.
  • Retroteste de 2022: com as transferências medidas na véspera, o modelo põe Bolsonaro 6,5 pontos atrás; o resultado foi 1,8. Por região, acerta a ordem e erra de 1 a 4 pontos, sempre na mesma direção.
  • Padrão histórico: prever cada 2º turno com a mediana dos outros seis dá erro mediano de 2,4 pontos, com um caso extremo de 16 pontos em 2006.
  • Identidades contra a Quaest: o modelo põe a esquerda não lulista em 76% para Lula no 1º turno e 78% no 2º; a Quaest mediu 75% e 89%. Para a direita não bolsonarista, 78% e 83% para Flávio Bolsonaro, contra 71% e 85%. O modelo distribui os eliminados por bloco, e não por identidade, e por isso subestima a conversão da esquerda não lulista.
  • Mapa contra calculadora: em 60 campanhas rodadas no mapa, a margem média na base foi de −1,87 ponto, contra −1,91 da calculadora. Cada rodada varia cerca de 0,35 ponto.
  • Verificação: esta página reproduz os números do modelo NetLogo original, que passa em oito testes automáticos de conservação, limites, monotonicidade e simetria.

Limites que mudam a leitura

  • Região e escolaridade são estimadas. O TSE ainda não publicou o detalhamento de 2026; pesquisas foram ajustadas ao resultado nacional.
  • A divisão por estado também é estimada. Parte do resultado de 2022, deslocado para o total nacional de 2026, com as parciais de Ceará, Rio de Janeiro, Piauí e Pará e o vencedor de cada estado quando a apuração estava em 90%. Dentro do estado, a posição de cada ponto é sorteada: o mapa não mostra municípios, e área não é voto.
  • A ligação entre perfil, identidade e voto é presumida. As pesquisas publicam tamanhos e coalizões; quanto cada perfil pesa em cada região, escolaridade e comportamento de voto foi arbitrado a partir das descrições. Sirva-se das ordens de grandeza, e trate os números por segmento como hipótese.
  • O contágio no mapa é uma hipótese de trabalho. A vizinhança geográfica substitui redes reais de família, trabalho e igreja, que ninguém mediu nessa escala.
  • Efeitos por conversa vêm da França e dos EUA. Não há experimento equivalente para um 2º turno presidencial no Brasil.
  • A cascata não é simulada. Coordenação entre eleitores entra como controle de cenário, sem dinâmica própria.
  • Fora do modelo: conteúdo das mensagens, redes sociais, uso da máquina pública e irregularidades.
  • O percentual do Monte Carlo não é prognóstico. Ele mede a incerteza assumida, apoiada em um retroteste e sete eleições.

Fontes

  1. Zovatto e Liendo, IDEA Internacional (2023): tendências do balotaje na América Latina
  2. Zovatto (2021): balotaje e reversão de resultado
  3. Pérez-Liñán: a reversão do resultado na dupla volta eleitoral
  4. IDEA: Colômbia 2014, 2º turno
  5. CIDOB: a vitória de Santos, chaves e consequências
  6. Ex-Ante: ajustes da campanha de Boric
  7. The Clinic: de onde vieram os votos de Boric (DecideChile)
  8. El Observador: Peru 2016 na véspera
  9. El Desconcierto: marcha Keiko no va
  10. La Nación: Compromiso por el País, Uruguai 2019
  11. Diálogo Político: a campanha voto a voto do Frente Amplio
  12. Forbes Colombia: 2º turno de 2026
  13. Observador/BBC: Peru 2026
  14. Poder360: viradas para governador, 1990 a 2022
  15. InvestNews: viradas municipais de 2024
  16. BP Money: histórico dos segundos turnos presidenciais
  17. Gazeta do Povo: abstenção por eleição
  18. Datafolha, véspera do 2º turno de 2022
  19. Metrópoles: Datafolha sobre transferência dos eliminados em 2026
  20. CNN Brasil: Real Time Big Data por região
  21. DCM: Datafolha por segmento
  22. Congresso em Foco: abstenção por escolaridade em 2022
  23. Pons (2018), American Economic Review
  24. Kalla e Broockman (2018), American Political Science Review
  25. Nickerson (2008), American Political Science Review
  26. Pereira e outros (2023), Electoral Studies
  27. Le Pennec e Pons (2023), Quarterly Journal of Economics
  28. Granzier, Pons e Tricaud (2023), AEJ: Applied Economics
  29. Atlanta Journal-Constitution: quem não voltou no 2º turno da Geórgia
  30. GPB: queda de comparecimento por seção na Geórgia
  31. Bond e outros (2012), Nature
  32. Schein e outros (2021): mensagens entre amigos
  33. Sides, Vavreck e Warshaw (2022): propaganda de TV
  34. Revista Fórum: os nove segmentos de Brasil no Espelho
  35. Revista Fórum: os segmentos e a coalizão de 2022
  36. Metrópoles: tipologia de Felipe Nunes e crescimento do centro
  37. Nexo: o que move os eleitores de Lula e de Flávio Bolsonaro (Quaest por identidade)
  38. Poder360: Quaest de 24 a 27 de setembro de 2026
  39. TVT News: Quaest, voto dos independentes no 2º turno
  40. Cornell: Lin e outros (2025), diálogos com IA, Nature
  41. CSMaP/NYU: Ventura e outros (2025), experimento com WhatsApp no Brasil
  42. Polônia 2025: resultados e comparecimento
  43. Fundação Robert Schuman: Romênia 2025
  44. Euronews Romênia: estatísticas do 2º turno de 2025